Peritos afirmam não ser papel da PGR analisar provas sobre Master

Peritos Afirmam Não Ser Papel Da Pgr Analisar Provas Sobre Master

Peritos afirmam não ser papel da PGR analisar provas sobre Master


BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A APCF (Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais) divulgou nota, nesta quinta-feira (15), afirmando que não compete ao Ministério Público Federal a elaboração de provas a partir da análise dos vestígios de investigações.

A entidade afirma que as unidades de criminalística da Polícia Federal, em especial o Instituto Nacional de Criminalística (INC), têm competência legal, atributos técnicos, científicos e estruturais necessários à adequada produção da prova pericial. Isso inclui, segundo a nota, análise de dispositivos eletrônicos e mídias digitais.

A declaração foi feita no contexto em que o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que todo o material apreendido na operação do caso Master seja lacrado e guardado na PGR (Procuradoria-Geral da República). Antes disso, ele havia decidido que o conteúdo ficaria armazenado na própria corte.

A associação disse que reconhece a importância da atuação do Ministério Público na formação da opinião jurídica sobre a materialidade e a autoria dos delitos investigados.

“Cabe ressaltar, ademais, que os peritos oficiais de natureza criminal, que no âmbito federal são os peritos criminais federais, possuem autonomia técnico-científica e funcional”, disse.

O órgão acrescentou que tais competências são asseguradas pela legislação, como o Código de Processo Penal. O texto afirma que a perícia é responsável por realizar os exames periciais, zelar pelos protocolos técnicos e pela rigorosa preservação da cadeia de custódia.

Além de garantir a produção de provas científicas válidas para o devido processo legal, a ampla defesa e a correta elucidação dos fatos.

A associação ainda disse que vê com preocupação os riscos operacionais e técnicos envolvidos na ausência do envio dos materiais à perícia criminal.

Segundo o órgão, a postergação do envio ou a realização dos exames fora das unidades oficiais de criminalística, sobretudo em relação a dispositivos eletrônicos, pode levar à perda de vestígios relevantes para a persecução penal.

Além disso, há riscos de aparelhos ainda ativos ou recentemente desbloqueados possibilitarem eventuais modificações automáticas.

“A associação reafirma, por fim, a importância de que o material apreendido seja destinado à perícia oficial, responsável legal pela produção da prova científica, assegurando a integridade dos vestígios e a confiabilidade da prova material gerada, em consonância com a legislação processual penal e as boas práticas da ciência forense”, diz a nota.

O gabinete de Toffoli argumentou que o acautelamento tinha por finalidade “a preservação das provas recolhidas pela autoridade policial e serão devidamente periciadas pelas autoridades competentes”.

A medida ocorreu na decisão em que o ministro criticou a Polícia Federal e exigiu explicações em 24h do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, pelo não cumprimento dos prazos determinados por ele na segunda fase da operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco.

Em nota, o BC disse que a liquidação foi motivada “por graves violações às normas” que regem as atividades das instituições que integram o sistema financeiro.

Folhapress | 09:45 – 15/01/2026



Fonte: Notícias ao Minuto

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